Ambiente Virtual de Aprendizagem Gamificado Aplicado ao Empreendedorismo

Um ambiente virtual de aprendizagem pode ser entendido como uma plataforma que disponibiliza ferramentas de comunicação, colaboração, administração e relatórios para auxiliar o ensino a distância [1]. O uso de elementos de jogos em ambientes de aprendizagem tem crescido junto com pesquisas sobre a aplicabilidade do mesmo. Exitem algumas plataformas de ensino a distância que trabalham de forma diferenciada entre elas o Duolingo. O Ambiente Virtual de Aprendizagem Gamificado Duolingo consiste em uma plataforma que ensina línguas estrangeiras. O Duolingo é a plataforma de ensino mais utilizada no mundo e recentemente recebeu uma rodada de investimentos liderado pelo Google Capital. Um estudo [2] afirma que 34 (trinta e quatro) horas de uso do Duolingo corresponde a um semestre letivo de um curso de línguas em uma boa instituição de ensino.

Os estudos sobre gamificação/ludificação aplicado a educação vem crescendo desde 2010. A gamificação pode ser entendida como o uso de elementos de jogos em contextos de não entretenimento, ou seja, o uso de elementos de jogos em contexto não jogo. Aplicada a educação, a gamificação se apresenta de duas formas [3]:

  1. Gamificação Estrutural – Abordagem onde é adicionado elementos de jogos dentro do ambiente de aprendizagem sem mudar o conteúdo;
  2. Gamificação de Conteúdo – O conteúdo é adaptado para que a inserção dos elementos de jogos dentro do ambiente de aprendizagem seja o mais próximo possível de uma experiência de jogo.

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Um Ambiente Virtual de Aprendizagem GAMIFICADO é uma plataforma que disponibiliza as ferramentas de comunicação, colaboração, administração, relatórios e técnicas para uso de dinâmicas e mecânicas de jogos com o objetivo de engajar e auxiliar a aprendizagem.

O ensino de empreendedorismo surge no Brasil na década de 80 e passa a ser mais amplamente difundido nos anos 90 [4]. Em 2015, o Brasil se tornou o país mais empreendedor do mundo [5], embora nossos empreendimentos não sejam inovadores. Dentro das instituições de ensino os jovens tem cada vez mais o desejo de empreender, mas as experiências de aprendizagem principalmente ligadas ao empreendedorismo tem sido muito limitadas.

Uma das abordagens para auxiliar o processo de aprendizagem é o uso de simulação lúdica de situações. Através de mecanismos e técnicas específicas são propostos problemas dentro de um contexto, ou seja, é criada situação onde o aluno/jogador tem que tomar decisões para solucionar os desafios. Ao solucionar desafios é necessário fazer uso do conhecimento preexistente ou a ser adquirido dentro do próprio ambiente de aprendizagem pelo aluno/jogador. O ambiente de aprendizagem pode ser uma plataforma online, a sala de aula e/ou qualquer lugar que permeie a busca do conhecimento.

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Em uma iniciativa realizada no Brasil pesquisadores do semiárido piauiense desenvolveram um ambiente virtual de aprendizagem gamificado aplicado ao empreendedorismo chamado GestorBOX. É uma plataforma que trabalha com o aprendizado de empreendedorismo utilizando a abordagem de gamificação de conteúdo. Segundo estudo realizado [6] foi possível demonstrar através de experimentos que o uso da plataforma alterou variáveis do perfil empreendedor dos participantes. Os resultados encontrados através desse estudo contribuíram, junto a outros estudos, na validação do uso de gamificação como instrumento de aprendizagem.

Referências

[1] ROMERO, C.; VENTURA, S. Educational Data Mining: A Review of the State of the Art. IEEE Transactions on Systems, Man, and Cybernetics, Part C (Applications and Reviews), v. 40, n. 6, p. 601–618, 2010.

[2] VESSELINOV, R.; GREGO, J. Duolingo Effectiveness Study. City University of New York, USA, n. December 2012, 2012.

[3] KAPP, K. M. The gamification of learning and instruction fieldbook: Ideas into practice. 1. ed. [s.l.] Pfeiffer, 2013

[4] RIBEIRO, R. D. L. A contribuição das instituições de ensino superior para a educação empreendedora. Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, v. 10, p. 295–313, 2014.

[5] DORNELAS, J. Brasil é o país mais empreendedor do mundo, mas falta inovação. Disponível em: <http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/colunistas/jose-dornelas/2015/04/06/brasil-e-o-pais-mais-empreendedor-do-mundo-mas-falta-inovacao.htm>. Acesso em: 5 maio. 2015.

[6] SOUSA, A. R. R. DE. GestorBOX: Ambiente Virtual de Aprendizagem Gamificado Aplicado ao Ensino de Empreendedorismo. Recife: CESAR EDU, 2015.

Uma ferramenta para te ajudar a descrobrir mais sobre empreendedorismo: GestorBOX

Quero aprender a empreender! Como faço?
  1. Você pode ter uma ideia (ou várias), juntar uma equipe, gastar uma grana (ou muita grana) e muito esforço, errar muito, errar mais ainda, acertar e repetir esse processo quantas vezes for necessário;
  2. Procurar vídeos, livros, textos, aulas, perguntar a amigos e estudar exaustivamente até se sentir confortável para entrar no mercado.
No caminho da vida algumas coisas que eu descobri tentando ser empreendedor: não tem caminho fácil, não tem receita de bolo, casos de sucesso tem um contexto e momento, ou seja, algo que deu certo com alguém não quer dizer que vai dar certo em qualquer lugar, menos ainda com você. Teorizar demais ou ir para prática sem nenhum conhecimento, não são as escolhas mais sábias para um empreendedor iniciante. O ideal é aprender o suficiente para se aventurar e fazer as próprias descobertas aproveitando para aprender no processo, de preferência mais rápido do que a concorrência e os eventuais “imitadores da sua receita de sucesso”. Afinal de contas, se deu certo, alguém vai tentar fazer o mesmo!
“O que tenho observado é que tudo que não for criativo a tendência é ser automatizado.  Logo se transforma em software e/ou máquina.”
Dito isso, os profissionais “do futuro” que estão sendo preparados agora, dentro e fora da escola, terão que ser criativos. Um dos talentos obrigatórios para este tipo de perfil é o uso da imaginação. Olhar para o mundo e poder fazer melhorias, mudanças pequenas ou radicais, dizer que algo estar errado, ver algo diferente das outras pessoas, implementar soluções e tudo isso usando a imaginação e a capacidade de comunicação para coordenar equipes para trazer as abstrações do mundo imaginário para o real de forma inteligível e de preferência que gere receita.
Um instrumento que trabalha muito bem a imaginação, imersão e engajamento é o jogo. Pessoas passam muito tempo jogando! O jogo em si é fruto de muita imaginação de pessoas criativas. Imagine que você pode aprender sobre empreendedorismo, e através de elementos utilizados em jogos (narrativa, feedback, recompensa entre outros) ter experiências lúdicas recheadas de elementos e contexto do mercado empreendedor. Seria algo realmente muito útil mesmo. Tenho uma boa notícia! Uma galera, ao qual faço parte, pensou nisso e botou a mão na massa (no código, no layout …). O resultado desse esforço é o GestorBOX é uma Game-Capacitação (sim, criamos esse conceito) que tem como objetivo dar experiências imaginárias com elementos de jogos (gamificação) para facilitar o entendimento e aprendizado sobre o que é empreendedorismo e como ser um empreendedor.