POO – Meu Primeiro Código

ProgramadorSegundo texto da série sobre Programação Orientada a Objeto (POO). Será apresentado, principalmente para quem está iniciando, como escrever o primeiro código em Java. Para esta tarefa será utilizado o ambiente de desenvolvimento integrado Eclipse. O Eclipse é a IDE (Integrated Development Environment) mais popular da comunidade de desenvolvedores Java. Para desenvolver a primeira aplicação será necessário baixar e instalar o JDK (ambiente de desenvolvimento Java)  disponível aqui e baixar, descompactar e executar o Eclipse.

O primeiro código a ser implementado será a classe chamada MinhaPrimeiraClasse a qual possui apenas um método. O método que compõe a classe é o método main(). Na figura abaixo temos uma imagem com a representação gráfica da classe.

MinhaPrimeiraClasseLogo abaixo o código fonte da classe MinhaPrimeiraClasse.

MinhaPrmeiraClasseO código acima possui o método main() onde seu conteúdo consiste apenas em uma linha de comando. O comando System.out.println(“Olá, Mundo!”) escreve na tela a mensagem  “Olá, Mundo!”. Como manda a tradição, o primeiro código a ser escrito por um programador ao aprender uma nova linguagem de programação deve ser o internacionalmente conhecido “Olá mundo!”.

Em java, todo e qualquer código é inserido dentro da(s) classe(s). Nas aplicações Java é necessário pelo menos uma classe e um método main(). Uma aplicação deve/pode conter mais de uma classe e com relação ao método main() o recomendado é que cada aplicação possua apenas um. O método main() é o método principal da aplicação o qual a máquina virtual java (JVM) vai procurar para iniciar execução do aplicativo, ou seja, é o ponto de partida da execução da aplicação.

Ao codificar é recomendado que exista apenas uma classe por aquivo e o mesmo irá utilizar a extensão “.java”. O arquivo deve ter o mesmo nome da classe. No caso, arquivo contendo o código fonte da classe MinhaPrimeiraClasse terá a seguinte nomenclatura “MinhaPrimeiraClasse.java”. Logo após escrever o código fonte o mesmo deve ser compilado e transformado em código de máquina virtual (ByteCode). Na prática o arquivo “MinhaPrimeiraClasse.java” irá dar origem a outro arquivo chamado “MinhaPrimeiraClasse.class” o qual será executado pela JVM. O processo é ilustrado pela figura abaixo.

processoAo utilizar o Eclipse pela primeira vez deve-se definir a workspace (espaço de trabalho), ou seja, a pasta que irá conter todos os projetos/aplicações a serem desenvolvidas utilizando a ferramenta.  Para iniciar o desenvolvimento de uma aplicação é necessário criar um projeto. O tipo de projeto que vamos trabalhar é o Java Project (projeto java). Ao se criar um novo projeto no Eclipse deve-se definir: (i) nome do projeto; (ii) o ambiente de execução (JRE); (iii) Layout do projeto, ou seja, se vai querer fazer uso da separação entre o código fonte (src) do código de máquina virtual (bin). Para cada novo projeto será criada uma pasta dentro da workspace. O projeto pode ser organizado em duas pastas diferentes src e bin. A pasta src irá conter o código fonte, ou seja, todos os arquivos com a extensão “.java”. Já a pasta bin irá conter os código de máquina virtual (ByteCode), ou seja, os aquivos “.class”. Acesse o vídeo no fim desta publicação para acompanhar a vídeo aula mostrando a implementação da classe MinhaPrimeiraClasse e mais exercícios utilizando o Eclipse.

As classes devem ser criadas dentro do projeto, mais especificamente dentro da pasta src. Normalmente as classes são organizadas através de pacotes. O uso de pacotes será abordado em um momento posterior. As instruções e os comandos que irão desencadear ações em java, são permitidas apenas dentro de algum método e os mesmos são finalizados com ; (ponto e vírgula). O escopo das classes e dos métodos são delimitados com chaves {}. As declarações de variáveis é feito utilizando a seguinte sintaxe tipoDaVariável nomedaVariável. Exemplo: int idade.

Finalizo aqui a segunda postagem sobre Programação Orientada a Objeto. Não deixe de conferir a apresentação, a vídeo aula e de realizar os exercícios propostos nos mesmos.

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Avaliação Qualitativa

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Avaliar é uma das competências do professor e a mesma demanda esforço e muita estratégia. Franco (1990), relaciona diretamente a evasão escolar com as práticas pedagógicas empregadas pelos professores e em especial a avaliação, pois a mesma é uma das responsáveis pelo destino do aluno ao longo da sua vida escolar.

Uma das abordagens de avaliação que pode ser utilizada pelo professor é através da observação do comportamento e interações dos alunos, mas a mesma é onerosa pois requer que seja efetuado um registro frequente das observações feitas durante as aulas. O tempo do professor em sala de aula é gasto na execução das suas estratégias pedagógicas. As avaliações dos alunos, de modo geral, acabam acontecendo de forma quantitativa, ou seja, através de exames/testes que resultam em notas (ex.: 0 a 10) ou conceitos. Melo (2013) afirma que a avaliação do aluno por meio da observação da interação professor-aluno não é trivial. O autor afirma que ocorreu grande progresso no desenvolvimento de técnicas descritivas, mas ainda são incipientes os resultados da investigação das relações causais entre os diferentes estilos de interação professor-aluno e mudanças de comportamentos.

Em um estudo, realizado por Medeiros e Fernandes (2003), foi executado um experimento de observação do comportamento de um grupo de alunos e professores utilizando técnicas de registro durante práticas de leitura e escrita. Os autores afirmam que foi possível identificar fatores subjetivos (motivação e empatia) e objetivos que interferem no processo de ensino-aprendizagem.

No Brasil segundo a Editora Moderna (2013) existem aproximadamente 488 mil professores que atuam no ensino médio nas redes públicas e privadas. Ainda segundo o mesmo relatório foram realizadas aproximadamente 8,4 milhões de matrículas no ensino médio. No nível superior existem aproximadamente 363 mil funções docentes (cargos de professor) e aproximadamente 7 milhões de alunos matriculados (INEP, 2014). Em 2014, a venda de smartphones sobe 55% no Brasil atingindo um valor superior a 55 milhões de unidades (Reuters, 2015). O uso de smartphones tem se tornado uma tendência e cada vez mais vem se integrando ao cotidiano da população.

MyClass - logo marca editadaTendo em vista esse cenário onde ocorre um grande contingente de alunos e professores e a demanda por profissionais que possuam habilidades de trabalhar em grupo, emocionais, proatividade entre outros empreendedores do semiárido piauiense estão desenvolvendo uma solução chamada MyClass. A solução consiste em utilizar uma abordagem de avaliação qualitativa que trabalha com uma técnica descritiva relacionando o comportamento dos alunos a méritos e deméritos. Onde o professor poderá registrar as observações através do auxilio de uma plataforma móvel durante o decorrer da aula economizando tempo e esforço. As informações serão organizadas facilitando o acesso, a sua interpretação e compartilhamento.

A técnica descritiva que utiliza o sistema de méritos e deméritos consistem em: o professor fazer o registro das atitudes que são consideradas positivas (méritos) e negativas (demérito) no decorrer da aula no ambiente de aprendizagem. Será possível, em uma reunião de pais e mestres por exemplo, compartilhar informações através de ferramentas de comunicação com os responsáveis do aluno. O objetivo do trabalho é conseguir fazer um mapeamento sócio emocional dos alunos através dos olhares dos diferentes professores e o histórico das informações ao longo do tempo. A iniciativa é uma parceria do Instituto Multicom e IFPI. Os pesquisadores/empreendedores tem como proposta de valor desenvolver soluções voltadas para a produtividade do professor no exercício de suas atividades. A primeira solução serve para simplificar a tarefa de registrar a avaliação qualitativa dos alunos.

Referências

FRANCO, M. L. P. B. Pressupostos epistemológicos da avaliação educacional, 1990.
INEP. Resumo Técnico Censo da Educação Superior de 2012. Brasilia: [s.n.].
MEDEIROS, J.; FERNANDES, A. Observação, em sala de aula, do comportamento de alunos em processo de aquisição de leitura e escrita por equivalência. Interação em Psicologia, v. 7, n. 2, p. 31–41, 2003.
MELO, G. N. DE. Observação da interação professor-aluno: uma revisão crítica. Cadernos de Pesquisa, v. 12, p. 19–28, 2013.
MODERNA, E. Anuário Brasileiro da Educação Básica. São Paulo: [s.n.].
REUTERS. Venda de smartphones sobe 55% no Brasil em 2014, diz IDC. Disponível em: <http://glo.bo/1C7lj3j>. Acesso em: 20 set. 2015.